Morador de São Paulo é internado em Salvador com febre amarela

Segundo a Sesab, paciente é de Taboão da Serra, mas estava na cidade de Itaberaba, a 290 km da capital, quando apresentou os sintomas da doença.

Um homem de 49 anos, que é morador da cidade de Taboão da Serra, em São Paulo, está internado no Hospital Couto Maia, em Salvador, com febre amarela. A confirmação foi feita nesta quinta-feira (11), por meio de exame feito com material do paciente, no Laboratório Central (Lacen), na capital.

Conforme a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), o homem chegou à cidade de Itaberaba, a cerca de 290 km da capital,na região da Chapada Diamantina, no dia 5 de janeiro, já com os sintomas da doença.

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Ainda segundo a Sesab, trata-se de um caso importado, já que o rapaz começou a apresentar os sintomas no dia 2 de janeiro, antes de chegar à Bahia.

O caso foi informado, inicialmente, ao Núcleo Regional de Saúde de Feira de Santana, que abrange também Itaberaba. Conforme Edy Gomes, coordenador geral do núcleo, o paciente é natural de Itaberaba e chegou à Bahia, de avião, por Salvador. Ele seguiu até a cidade na Chapada Diamantina de ônibus, após embarque na rodoviária da capital.

Segundo Gomes, ao chegar em Itaberaba, o rapaz teve uma piora nos sintomas da doença e foi atendido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Ele esteve no posto de saúde várias vezes, entre o dia 5 e o dia 9 de janeiro, quando apresentou piora no quadro clínico e foi transferido para Salvador.

O estado de saúde do paciente é grave. Ainda de acordo com o coordenador do Núcleo Regional de Saúde de Feira de Santana, o rapaz mora em Taboão da Serra (SP), mas foi para Itaberaba após passar o réveillon e Itapecerica da Serra, também em São Paulo.

Macaco morto

Esse é o primeiro macaco que morre em Salvador em 2018 com suspeita de raiva ou febre amarela (Foto: SMS/ Divulgação)

Esse é o primeiro macaco que morre em Salvador em 2018 com suspeita de raiva ou febre amarela (Foto: SMS/ Divulgação)

Um macaco morreu, na terça-feira (9), em Salvador, após ser encontrado debilitado dentro da comunidade espírita Mansão do Caminho, no bairro de Pau da Lima. Este é o primeiro caso de 2018. Órgãos de saúde investigam se animal era portador dos vírus da raiva ou da febre amarela.

De acordo com a SMS, o macaco morreu no Centro de Controle de Zoonoses da capital baiana, depois que foi socorrido e levado para lá por um morador da comunidade. Amostras do corpo do macaco serão analisadas no Zoonoses e na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. O prazo para a conclusão dos exames não foi detalhado.

Ainda segundo a SMS, não há registro de raiva em animais, em Salvador, há mais de cinco anos. Já em caso de febre amarela, houve registros de contaminação no ano passado, quando macacos foram encontrados mortos pela doença na cidade.

A SMS orienta que não se deve manter contato com animais debilitados que possam estar contaminados. O recomendado é que o cidadão acione o Zoonoses, pelo telefone: (71) 3611-7354, de segunda a sexta-feira. Aos sábados e domingos, a orientação é de que a Guarda Civil Municipal seja acionada, no (71) 3202-5312.

Campanha de vacinação

Vacina contra a febre amarela será fracionada (Foto: Flávio Aquino/ Prefeitura de Poá)

Vacina contra a febre amarela será fracionada (Foto: Flávio Aquino/ Prefeitura de Poá)

O Ministério da Saúde anunciou, na terça-feira (9), que a Bahia vai adotar a dose fracionada da vacina contra a febre amarela em campanha a ser realizada em 8 municípios, de 19 de fevereiro, após o fim do carnaval, até 9 de março.

A meta é imunizar 3,3 milhões de pessoas. O dia 24 de fevereiro será dia D de mobilização. O mesmo procedimento será realizado nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

Na Bahia, 2,5 milhões de pessoas serão vacinadas com a dose fracionada e 813 mil com a dose padrão. Os municípios baianos que receberão a vacinação são: Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari, Candeal, Itaparica, Mata de São João, São Francisco do Conde e Vera Cruz.

Para a campanha de fracionamento da vacina de febre amarela, o Ministério da Saúde informou que vai repassar aos estados 15 milhões de doses fracionadas e 4,7 milhões de doses padrão.

A adoção do fracionamento das vacinas, conforme o Ministério da Saúde, é uma medida preventiva que será implementada em áreas selecionadas, durante período determinado de 15 dias, pelos estados para evitar a circulação e expansão da doença.

Com a estratégia do fracionamento, uma dose que antes era aplicada em uma só pessoa será destinada para quatro. Segundo o Ministério da Saúde, uma mesma dose poderia servir para até cinco pessoas — mas o governo irá trabalhar com uma “margem de segurança”.

Conforme o Ministério, a decisão tem por base testes da Fiocruz que indicaram que uma dose de 0,1ml (a dose padrão é de 0,5 ml) garante a imunidade por oito anos.

A pasta informou, também, que a dose fracionada não será destinada a todos. Crianças de 9 meses a até 2 anos, pessoas com condições clínicas específicas (como pacientes com HIV/Aids), gestantes e viajantes internacionais vão continuar tomando a dose padrão.

A vacinação fracionada é recomendada para pessoas a partir dos dois anos de idade. O público vacinado com a dose fracionada da vacina de febre amarela deverá retornar aos serviços de saúde após oito anos para receber uma dose de reforço.

A vacina é contraindicada para pacientes em tratamento de câncer, pessoas com imunossupressão e pessoas com reação alérgica grave à proteína do ovo. A vacinação contra febre amarela impede a doação de sangue por um período de quatro semanas. As pessoas devem realizar a doação de sangue antes da vacinação para manutenção dos estoques de hemocomponentes.

Sintomas

A doença se torna aparente de três a seis dias após a infecção, de acordo com o Ministério da Saúde. Os sintomas iniciais são febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. A maior parte das pessoas apresenta uma melhora após tais sintomas.

Cerca de 20% a 40% das pessoas que desenvolvem a versão mais grave da doença (15% do total de infectados) podem morrer.

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