Aleluia aposta em Neto para governo e em Maia para Presidência

O DEM já começa a definir os rumos que vai tomar durante 2018. Na convenção do dia 6 de fevereiro, a legenda deve escolher um novo presidente, já que o Agripino Maia deixará o posto. No fim do ano passado, aliás, o senador tornou-se réu no Supremo Tribunal Federal por corrupção (segundo a denúncia, ele teria recebido mais de R$ 654 mil para destravar verbas do BNDES para OAS construir um estádio da Copa). ACM Neto e Rodrigo Maia, então, se articulam para a sucessão.

Nos bastidores da política, sabe-se que quem for presidente do partido não será candidato à Presidência da República. E vice-versa. Ou seja: o prefeito de Salvador assume a legenda nacional e o presidente da Câmara dos Deputados, encabeça a chapa. Maia já teria selado um acordo com o PP e o Solidariedade para a sua provável candidatura, segundo informações do jornal Folha de São Paulo.

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A publicação também informa que as conversas do democrata com os partidos começaram a ganhar corpo há pouco mais de dois meses, às vésperas da votação da segunda denúncia contra Temer na Câmara.

O presidente decidiu procurar empresários e outros partidos para dar sustentação a essa candidatura, além de traçar uma agenda de viagens para se tornar mais conhecido e elaborar discurso para conquistar o voto do eleitor de centro. “ACM Neto é pré-candidato a governador da Bahia, embora nossos oponentes aqui sonhem que ele não seja candidato. Mas ele é. Rodrigo Maia está examinando a possibilidade de ser pré-candidato à Presidência. Neto não está disputando à Presidência. E Maia é pré-candidato à Presidência”, afirmou o deputado federal José Carlos Aleluia, presidente do DEM na Bahia, à Tribuna. “Não tenho mais notícias além do que está sendo publicado nos jornais. Mas sei que ele está conversando com muita gente”, completou.Na semana passada, questionado sobre o assunto, Neto negou que haja qualquer definição sobre o assunto por agora. “Acho que a imprensa sabe mais do que eu mesmo. Não está decidido. Existe essa possibilidade, setores do partido que defendem meu nome ainda não tem nada resolvido. Vai ser conversado ao longo de janeiro”, declarou.

Na ocasião, ele reafirmou que o objetivo do DEM é ter um candidato próprio e que o partido não deve herdar o desgaste do governo de Michel Temer (MDB). Em dezembro, o gestor soteropolitano disse que o aliado democrata é o responsável por manter a estabilidade do país e que o governo deve agradecê-lo por isso. “O presidente Rodrigo Maia é líder de um poder e atua com absoluta independência e imparcialidade”, disse.

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