Em nota, prefeito ACM Neto critica ação de manifestantes na região da Lapa

Por conta do protesto, a Transalvador fez desvio na rota

O prefeito de Salvador, ACM Neto,  criticou nesta sexta-feira (10) a ação de manifestantes que provoca transtornos principalmente na região da Estação da Lapa e do Dique do Tororó. “É inconcebível que 80 pessoas que vivem no passado impeçam que pessoas do bem possam trabalhar e que pais e mães possam levar seus filhos à escola, ao médico ou simplesmente ao lazer”, disse o prefeito, em nota.

De acordo com ACM Neto, os manifestantes que bloquearam parte do acesso à Estação da Lapa jogam contra Salvador. “São pessoas que sempre viveram das benesses dos sindicatos e nunca trabalharam. Ainda bem que a maioria absoluta da população de Salvador sabe diferenciar muito bem os baderneiros e os que trabalham pelo crescimento da cidade.”

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Por conta do protesto, o trânsito está congestionado no Vale dos Barris, Dique do Tororó sentido Lapa e vias do bairro de Nazaré. Para reduzir os impactos causados pelo protesto, a Transalvador realiza operação especial de desvio de tráfego.

Equipes de trânsito desviaram o tráfego nas proximidades da Arena Fonte Nova e na Av. Vasco da Gama, no acesso à Praça João Mangabeira (Rótula dos Barris). Veículos têm como rotas alternativas seguir da Vasco da Gama para a Av. Anita Garibaldi, Vale do Canela, Mário Leal Ferreira (Bonocô) e Comércio.

Dia de paralisações
Os trabalhadores que aderirem ao movimento vão cruzar os braços no início da manhã, por volta das 7h. No final da manhã, parte deles deve sair do Campo Grande, em direção ao Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA), e à sede da Previdência Social, ambos no bairro do Comércio.

Sindicatos de todo os país foram convocados para aderir à mobilização no Dia Nacional de Paralisações, organizada pela própria CUT. Na Bahia, a manifestação vai reunir diferentes categorias profissionais, que podem paralisar totalmente as atividades ou aderir parcialmente à manifestação.

Segundo os organizadores do movimento, ele tem como objetivo protestar contra retrocessos do governo Michel Temer. Eles citam a reforma trabalhista, que entra em vigor neste sábado (11), além das mudanças planejadas para a Previdência, em análise no Congresso, e o decreto publicado pelo Ministério do Trabalho que modifica a definição de trabalho escravo e deixa nas mãos do ministro a inclusão de empresas na “lista suja” daquelas que desrespeitam os direitos trabalhistas.

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