Suíca questiona Temer sobre entrega de riquezas: “Vai vender tudo para os estrangeiros?”

“Depois de comprar votos de deputados e conseguir barrar a investigação de corrupção e de participação em organização criminosa, o presidente Michel Temer [PMDB] agora quer terminar de vender as riquezas do país e concluir o pagamento do golpe contra a presidente Dilma, eleita pelo voto popular”. A crítica é do vereador e líder do PT na Câmara de Salvador, Luiz Carlos Suíca (PT), que lembrou dos constantes cortes em políticas sociais e agrárias do governo federal desde que Temer assumiu o mandato em 2016. Suíca aponta para os leilões de partilha de blocos do pré-sal, que acontecem nesta sexta-feira (27), no Rio de Janeiro, é mais um meio para “vender o Brasil”. “Vai entregar tudo para os estrangeiros. É essa a política que esse governo aplica, de vender tudo e passar a responsabilidade para o setor privado”, completa.

 

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Para Suíca, a solução para o país retomar o crescimento começa pelo processo de eleição direta e a revogação das reformas aprovadas com aval do governo Temer. “Sem eleições diretas, essa quadrilha que tomou o poder de assalto vai desmontar tudo e entregar nossas riquezas aos países estrangeiros, não tem outra saída para eles. Se não cumprir as determinações das bancadas que formam a base aliada, que inclusive está toda fragmentada, Temer pode ser exposto mais uma vez, e a instabilidade aumentar, assim como sua impopularidade que é a maior no mundo. Foram gastos R$ 32 bilhões com emendas para ele se salvar das denúncias e agora tem de tirar esse prejuízo de alguma maneira”, pontua o edil petista.

 

O líder do PT disse ainda que é preciso que cada político de oposição ao governo de Temer leve mais informações sobre a real situação do país para suas bases no interior. Neste sábado (28), Suíca visita a Ilha de Itaparica e frisa que as atividades do final de semana vão ser reforçadas justamente para ampliar esse debate. “Necessitamos de informar mais a população sobre o que acontece nos bastidores da política em Brasília e em outros espaços de poder. O povo precisa formar opinião com inúmeras posições diferentes e não apenas via um meio hegemônico, até para não ficar alienado. Por isso precisamos levar mais conhecimentos e ampliar os debates para que em 2018 tenhamos uma eleição limpa e que o povo escolha seu representante diretamente”.

 

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