Jutahy Júnior e João Gualberto devem perder cargos após votação contra Temer

joao gualberto jutahy

O Palácio do Planalto deve cortar em breve os cargos federais sob controle dos deputados Jutahy Júnior e João Gualberto (PSDB), que anteontem se posicionaram pelo afastamento do presidente Michel Temer  (PMDB). Políticos baianos com trânsito livre no gabinete do peemedebista afirmaram que, horas após a vitória do governo na Câmara, parlamentares contrários à denúncia começaram a mapear todos os órgãos ocupados no estado por indicação dos dois tucanos. A pressão, avaliaram aliados de Temer, virá especialmente do PP da Bahia. Sem nenhuma fatia no segundo e terceiro escalões do Planalto, Cacá Leão, Mario Negromonte Júnior e Roberto Britto votaram para manter Temer. Agora, vão apresentar a fatura. “A situação de Jutahy e Gualberto ficou insustentável. Ambos perderão os cargos, com certeza”, antecipou um dos governistas ouvidos pela Satélite.

PUBLICIDADE        

Fila da vassoura
Na cota de Jutahy Júnior e João Gualberto, estão a Superintendência Regional do Departamento Nacional de Produção Mineral (DMPN) e cargos na Caixa em Salvador e Feira. Como também votou contra Michel Temer, José Nunes (PSD) perderá sua fatia nos Correios.

Reverso da medalha
Para o diretor do Instituto Paraná, Murilo Hidalgo, a votação da denúncia contra Michel Temer na Câmara revelou a falta de sintonia entre os deputados do Nordeste e próprio eleitorado: enquanto as mais recentes pesquisas sobre a sucessão de 2018 apontaram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 60% da preferência na região, a maioria dos parlamentares  da bancada nordestina ajudou a enterrar a denúncia. “O mesmo ocorreu no Sul do país. Lá, onde o antipetismo é muito forte, os números sobre a disputa presidencial se invertem. Lula alcança no máximo 30%. Ainda assim, Temer teve o pior desempenho na bancada do Sul”, afirmou.

Eco dos desafinados
A dissonância, acredita Murilo Hidalgo, mostra que o Congresso Nacional age mais em função do jogo político do que por quem o elege. “Será necessário saber como a opinião pública irá cobrar essa conta nas urnas”, disse o diretor do Instituto Paraná.

Compartilhar