Família de skatista suspeita que morte pode ter relação com disputa por guarda de filha: ‘Atiraram e bateram foto’, diz irmã

Crime ocorreu na última quinta-feira (6), no bairro Boca do Rio.

Antônio Vinícius Falcão foi morto a tiros no bairro da Boca do Rio, em Salvador (Foto: Reprodução / Facebook)
Antônio Vinícius Falcão foi morto a tiros no bairro da Boca do Rio, em Salvador (Foto: Reprodução / Facebook)

A família do motoboy e skatista Antônio Vinicius Falcão, de 31 anos, morto a tiros na última quinta-feira (6), no bairro da Boca do Rio, em Salvador, suspeita que o crime pode estar relacionado com uma disputa judicial pela guarda compartilhada da filha dele, de 7 anos.

A irmã da vítima e advogada dela, Wilmara Falcão, diz que a audiência do processo estava marcada para o dia seguinte à morte de Antônio. O motoboy morreu quando se preparava para sair com o veículo. Um homem desceu de um carro e disparou várias vezes contra ele. A vítima morreu atingida por cinco tiros na cabeça.

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“Ele não tinha inimizade com ninguém, mas tinha problema com a mãe da filha. Desde que eles se separaram, a relação era algo ferrenho. Atiraram nele e depois bateram foto, como se fosse para mostrar à pessoa que encomendou”, relata.

Wilmara conta que Antônio se separou da mãe da filha há 6 anos e, neste ano, ele decidiu ir à Justiça para formalizar a guarda compartilhada. “Meu irmão sempre levava ela na escola de segunda a sexta e nos fins de semana, ficava com a filha de 15 em 15 dias. Só queria deixar isso registrado na Justiça”, afirma.

Ela diz ainda que a filha de Antônio mora com a bisavó materna e a mãe da criança vive com um companheiro. “Meu irmão não conhecia ele, mas a filha contou que o padastro não gostava quando ela [filha] falava o nome do pai”, conta Wilmara.

“O marido da ex-esposa assustava um pouco. A situação assustava um pouco. A única coisa que meu irmão queria era viver em paz com a filha. Ele só queria a guarda compartilhada, ele não queria a guarda porque ele entendia a necessidade de ter a mãe por perto. Com certeza isso vai ser desvendado e logo a gente vai ter notícias dessa Justiça aqui na Terra”, diz a irmã de Antônio.

A irmã de Antônio e a mãe dele estão na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga o crime, nesta segunda-feira (10), para prestar depoimento. No domingo (9), familiares e amigos fizeram um protesto para cobrar justiça no local em que ele costumava praticar skate, na rua atrás do Parque Tecnológico da Bahia, na Avenida Paralea.

“Uma pessoa de bem, trabalhador, que sempre se desdobrou para dar o melhor para a filha” lamentou, durante a manifestação, a prima da vítima, Patrícia Vergasta.

Com os skates virados para baixo, em sinal de luto, amigos e familiares lembraram de Antônio e fizeram orações. “Vinicius era uma pessoa que abraçava o espírito do skateboard e vai deixar muita saudade. Está todo mundo muito abalado com o ocorrido e com a perda do nosso amigo”, diz o amigo Jean Costa.

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