Policial civil é morto a tiros quando entrava em seu carro na Liberdade

Moradores relataram ter ouvido quatro tiros e pedidos de socorro na rua. A polícia investiga a motivação do crime

policial civil
Lotado na Dreof, Luiz Santos de Jesus, 59, foi morto na entrada da Ladeira da Esperança (Foto: Reprodução)

O policial civil Luiz Santos de Jesus, 59 anos, foi assassinado na madrugada desta quinta-feira (15) na Rua Lima e Silva, bairro da Liberdade, em Salvador. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o policial foi atingido quando entrava no seu veículo, nas proximidades da Ladeira da Esperança. Luiz era lotado na Delegacia de Repressão a Estelionato e Outras Fraudes (Dreof).

Em nota, a SSP informou que a Força-Tarefa da SSP, que investiga a morte de policiais, “já tem informações sobre a autoria do crime”. “Qualquer informação que possa levar a polícia à localização dos autores deste crime deve ser encaminhada através do Disque-Denúncia (71 3235-0000) ou das redes sociais na área privada (Twitter, Instagram e Facebook)”, completa a nota. A polícia investiga a motivação do crime. Uma das hipóteses levantadas é a de latrocínio (roubo seguido de morte).

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O presidente do Sindicato dos Policiais Civil do Estado da Bahia (Sindpoc), Marcos Maurício, afirmou que o policial foi baleado com um tiro nas costas. “Ele tinha saído de uma festa com a esposa e um casal de amigos no seu carro – um HB20 – quando estavam trafegando pela avenida Lima e Silva foram abordados por três bandidos que estavam armados e parando os carros na rua. Todas as pessoas que estavam no carro desceram. Ele não reagiu. Tomaram a arma dele e deram um tiro nas costas. O estado da Bahia está de joelhos para a bandidagem. Falta pulso para combater o crime”, disse Maurício.

Luiz, que trabalhava na polícia desde 1988, é o quinto policial civil assassinado este ano, segundo o Sindpoc.

Tiros na madrugada
Pessoas que moram próximo ao local do crime ouviram os disparos, por volta de 2h20. “Estava dormindo com minha esposa quando ouvi um barulho forte de quatro tiros. Cerca de um minuto depois, ouvi vozes de uma mulher desesperada gritando por socorro. Ficou um monte de gente gritando na rua pedindo ajuda e socorro. Uma pessoa gritava dizendo que já tinha entregado o carro e que não precisava ter atirado”, contou um morador.

O policial chegou a ser socorrido para o Hospital Ernesto Simões, mas não sobreviveu aos ferimentos. “Foi um desespero na rua na hora que aconteceu. Ele foi levado por policiais para o hospital. O povo gritava para não esperar o Samu e dar logo o socorro”, relatou outro morador.

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