Advogada é indiciada por injúria racial e desacato a PM após confusão em loja na Barra

Confusão ocorreu em uma loja de conveniência, localizada em posto de gasolina, na noite de domingo (11).

advogada indiciada

Uma advogada foi levada para a Central de Flagrantes, no Iguatemi, na noite de domingo (11), após uma confusão em uma loja de conveniência, localizada em um posto de gasolina da Rua Miguel Burnier, na Barra.

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De acordo com a ocorrência na Central de Flagrantes, ela foi indiciada por injúria racial, por supostamente ter chamado um funcionário da loja de “preto safado”, e autuada por desacato a um policial. Segundo a dona do estabelecimento, Rosa Ferraz, a confusão começou porque um rapaz que não era cliente queria utilizar o sanitário do estabelecimento e advogada teria intervindo na situação.

A Polícia Militar informou, em nota, que a mulher deu um tapa em um dos policiais militares e proferiu “palavras de baixo calão” contra ele. A PM diz ainda que ela foi contida com o uso de algemas para “preservar sua própria integridade” e, em seguida, levada à Central de Flagrantes. Segundo a assessoria da Polícia Civil, ouvida e liberada, após ser indiciada. O inquérito será encaminhado para a Delegacia da Barra, onde a advogada deve ser ouvida novamente.

A advogada recebeu uma guia para exame de corpo de delito, mas a Polícia Civil não sabe informar se o exame já foi realizado. Ela também não fez nenhum registro de agressão sofrida por ela na Central de Flagrantes.

Posto de gasolina localizado na Barra, em Salvador, onde ocorreu confusão (Foto: Juliana Almirante/ G1 BA)

Posto de gasolina localizado na Barra, em Salvador, onde ocorreu confusão (Foto: Juliana Almirante)

Ela então orientou um funcionário para que fechasse também o banheiro feminino, depois que a última pessoa que saísse usasse. Rosa afirma que precisa limitar o uso do banheiro para clientes durante eventos que ocorrem na Barra, como o protesto que ocorreu no domingo, por conta de episódios de vandalismo que sofre frequentemente, causando danos na estrutura.

A advogada, que estava acompanhada de outras mulheres, então interviu para que o rapaz também usasse o banheiro. “Juntou o cara e mais umas cinco mulheres em cima dele [funcionário]. Encurralaram, defendendo o cara, agora não sei porque estavam defendendo, porque ele me ameaçou. Quando eu vi o funcionário acuado, eu disse para outro funcionário chamar a polícia”, disse.

Ela diz que a polícia chegou e a mulher já teria abordado os policiais afirmando que era advogada. “O policial levou ela para o carro. O cara [que queria usar o banheiro] voltou com os outros e me agrediram. Eu estava no caixa e jogaram as compotas de vidro para cima de mim. Jogaram cerveja de mim”, relata. Rosa conta que ficou nervosa com a situação, mas não teve ferimentos.

Depois da agressão, o rapaz que teria agredido ela saiu, sem ser abordado pela polícia. A dona da loja diz que a situação foi gravada pelas câmeras de videomonitoramento da loja. O funcionário foi junto com a PM e a advogada para a Central de Flagrantes. Rosa Ferraz foi registrar o caso na delegacia da Barra na manhã desta segunda-feira.

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