Motoristas de Uber são assaltados próximo ao Aeroporto e empresa amplia fila virtual

Assaltos aconteceram nos últimos três meses, antes do bambuzal do Aeroporto de Salvador

Após 10 motoristas da Uber serem assaltados próximo ao Aeroporto de Salvador, a empresa resolveu ampliar a fila virtual dos motoristas. Agora, o condutor que estiver nas proximidades, como a Avenida Paralela, também vai poder pegar passageiros que estejam no terminal.

“Pra entrar na fila virtual do Aeroporto não precisa estar necessariamente na área. A Uber assegurou que está procurando uma solução não apenas para Salvador, mas para todos os aeroportos do país”, explicou Claudio Roberto Sena, da Associação de Motoristas Particulares (Amopba).

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Sena ressalta que os roubos aos uberistas não são casos isolados. “Essa questão de veículos tomados de assalto, inicialmente, é um problema de segurança pública. Qualquer motorista hoje está sujeito a esse tipo de situação”, diz.

uber assaltos aeroporto

Em nota, a empresa não falou sobre a ampliação da fila virtual e lamentou os casos de violência contra os condutores parceiros. “Infelizmente, a violência urbana permeia a vida nas cidades. Em caso de assalto ou qualquer tipo de violência, orientamos os usuários a contatar imediatamente as autoridades policiais. É importante também fazer um Boletim de Ocorrência para que os órgãos competentes tenham ciência do ocorrido e possam tomar as medidas cabíveis. Em caso de investigações e processos judiciais, a Uber colabora com as autoridades nos termos da Lei”, diz a nota.

Nos três últimos meses, cerca de 10 motoristas que estavam parados em uma fila que fica próxima ao Aeroporto foram assaltados em três abordagens. O motorista Joilson de Souza Silva foi o último a sofrer com a violência no local e teve o carro roubado há cerca de 15 dias, perto do bambuzal, na entrada do aeroporto.

Ele estava chegando ao local, quando dois jovens abordavam uma colega uberista que estava em um Sandero. “Foram dois que estavam andando, com farda de colégio e bermuda e anunciaram o assalto. Ele tava assaltando uma colega uber no Sandero e quando viram eu chegando no HB20 novo, pediram meu celular e levaram meu carro”, contou.

O veículo, que era alugado, ainda não foi localizado pela polícia. Joilson ficou uma semana sem rodar, além do prejuízo de mais de R$ 7 mil com o assalto. “Paguei R$ 6.179 e o celular no valor de R$ 1.200. Mais de R$ 7 mil de prejuízo. Fiquei sem rodar uma semana”, contou. Agora, ele está rodando com um carro emprestado do colega.

Em um ano usando o aplicativo, esse foi o segundo assalto como uberista que Joilson sofreu. O primeiro foi há três meses quando ele estava indo para casa. “A gente fica com o celular na frente do carro, né? Eu estava no engarrafamento, na subida da ladeira da Fazenda Grande do Retiro, quando ele apontou a arma na cabeça e mandou eu entregar o celular”, contou.

Onda de assaltos
Há cerca de três meses, segundo o uberista Noel Júnior, a categoria passou a ser vítima de uma onda de assaltos. O último caso registrado foi na noite de domingo (28), quando dois homens em uma moto levaram o Voyage de um dos motoristas que ficam numa das pistas que dá acesso ao Aeroporto e levaram celulares de outros.

“Já foi o segundo que levaram o carro. Geralmente, eles vêm para levar dinheiro ou o celular”, conta o motorista Paulo Santana. Segundo ele, é incomum haver “arrastões” como o do último domingo. “Eles, geralmente, roubam só um e vão embora”, disse, acrescentando que os casos acontecem mais durante à noite e de madrugada.

Apesar de nunca ter sido assaltado, ele está assustado e toma medidas de precaução. “Evito ficar com dinheiro na mão, procuro depositar logo no banco. Procuro ficar sempre fora do carro, longe, sem habilitação e escondo a chave”, contou.

serem assaltados próximo ao Aeroporto de Salvador, a empresa resolveu ampliar a fila virtual dos motoristas. Agora, o condutor que estiver nas proximidades, como a Avenida Paralela, também vai poder pegar passageiros que estejam no terminal.

“Pra entrar na fila virtual do Aeroporto não precisa estar necessariamente na área. A Uber assegurou que está procurando uma solução não apenas para Salvador, mas para todos os aeroportos do país”, explicou Claudio Roberto Sena, da Associação de Motoristas Particulares (Amopba).

Sena ressalta que os roubos aos uberistas não são casos isolados. “Essa questão de veículos tomados de assalto, inicialmente, é um problema de segurança pública. Qualquer motorista hoje está sujeito a esse tipo de situação”, diz.

Em nota, a empresa não falou sobre a ampliação da fila virtual e lamentou os casos de violência contra os condutores parceiros. “Infelizmente, a violência urbana permeia a vida nas cidades. Em caso de assalto ou qualquer tipo de violência, orientamos os usuários a contatar imediatamente as autoridades policiais. É importante também fazer um Boletim de Ocorrência para que os órgãos competentes tenham ciência do ocorrido e possam tomar as medidas cabíveis. Em caso de investigações e processos judiciais, a Uber colabora com as autoridades nos termos da Lei”, diz a nota.

Nos três últimos meses, cerca de 10 motoristas que estavam parados em uma fila que fica próxima ao Aeroporto foram assaltados em três abordagens. O motorista Joilson de Souza Silva foi o último a sofrer com a violência no local e teve o carro roubado há cerca de 15 dias, perto do bambuzal, na entrada do aeroporto.

Ele estava chegando ao local, quando dois jovens abordavam uma colega uberista que estava em um Sandero. “Foram dois que estavam andando, com farda de colégio e bermuda e anunciaram o assalto. Ele tava assaltando uma colega uber no Sandero e quando viram eu chegando no HB20 novo, pediram meu celular e levaram meu carro”, contou.

O veículo, que era alugado, ainda não foi localizado pela polícia. Joilson ficou uma semana sem rodar, além do prejuízo de mais de R$ 7 mil com o assalto. “Paguei R$ 6.179 e o celular no valor de R$ 1.200. Mais de R$ 7 mil de prejuízo. Fiquei sem rodar uma semana”, contou. Agora, ele está rodando com um carro emprestado do colega.

Em um ano usando o aplicativo, esse foi o segundo assalto como uberista que Joilson sofreu. O primeiro foi há três meses quando ele estava indo para casa. “A gente fica com o celular na frente do carro, né? Eu estava no engarrafamento, na subida da ladeira da Fazenda Grande do Retiro, quando ele apontou a arma na cabeça e mandou eu entregar o celular”, contou.

Onda de assaltos
Há cerca de três meses, segundo o uberista Noel Júnior, a categoria passou a ser vítima de uma onda de assaltos. O último caso registrado foi na noite de domingo (28), quando dois homens em uma moto levaram o Voyage de um dos motoristas que ficam numa das pistas que dá acesso ao Aeroporto e levaram celulares de outros.

“Já foi o segundo que levaram o carro. Geralmente, eles vêm para levar dinheiro ou o celular”, conta o motorista Paulo Santana. Segundo ele, é incomum haver “arrastões” como o do último domingo. “Eles, geralmente, roubam só um e vão embora”, disse, acrescentando que os casos acontecem mais durante à noite e de madrugada.

Apesar de nunca ter sido assaltado, ele está assustado e toma medidas de precaução. “Evito ficar com dinheiro na mão, procuro depositar logo no banco. Procuro ficar sempre fora do carro, longe, sem habilitação e escondo a chave”, contou.

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