Após nova assembleia, rodoviários confirmam greve para terça-feira

Votação ocorreu no Sindicato dos Bancários, nos Aflitos
Votação ocorreu no Sindicato dos Bancários, nos Aflitos

O Sindicato dos Rodoviários aprovou, em assembleia realizada na manhã desta quinta-feira, 18, greve da categoria para ser iniciada a partir da 0h da próxima terça, 23. Uma segunda votação foi realizada em outra assembleia, às 15h, no Ginásio dos Bancários, na Ladeira dos Aflitos, e os rodoviários decidiram manter a decisão da manhã.

A greve, segundo o presidente do Sindicato dos Rodoviários, o vereador Hélio Ferreira, é decorrente do impasse na negociação da campanha salarial 2017-2018 com a Integra, sindicato que representa os empresários de ônibus (o antigo Setps).

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“A gente não tem outra saída. Tentamos negociar ao máximo”, disse Ferreira, ao ser questionado sobre possíveis prejuízos para a população, caso a greve ocorra.

Estão previstas, segundo ele, uma reunião com o prefeito ACM Neto, às 9h desta sexta, 19, e outra, às 11h, na Superintendência Regional do Trabalho. Na próxima segunda, 22, haverá uma assembleia final, às 15h.

Ferreira contou que houve duas reuniões na Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), com o titular da pasta, Fábio Mota, além de outra no MPT, mas que o impasse não foi solucionado. “É nosso limite. Nossa situação tem que ser resolvida em maio. Na outra semana já é junho. As negociações continuam paradas. Os empresários não oferecem nada”.

O assessor de relações sindicais da Integra, Jorge Castro, confirmou que, até o momento, os empresários de ônibus não ofereceram nenhuma contraproposta e disse que as reivindicações dos rodoviários representam um aumento de mais de 30% na folha de pessoal.

“O pedido deles [dos rodoviários] é muito alto, acima do normal. Quem pede assim está brincando”, afirmou. No entanto, Castro disse, também, que, para os empresários, há uma possibilidade de negociação.

“Se eles [os rodoviários] forem para a mesa fazer um acordo real, possível, podemos fazer um esforço”, frisou. Questionado sobre o que significa um “acordo real”, Castro disse que não pode antecipar.

“Minha parte possível para um acordo eu não posso antecipar. A gente nem falou sobre isso com os rodoviários. Amanhã temos reunião no MPT e vamos ver se conseguimos evitar a greve ou vamos ter que esperar o Tribunal (Regional do Trabalho) julgar o dissídio coletivo”, ressaltou Castro.

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