“Dei o celular e ele me deu um soco na cara”, diz vítima de assaltante que foi morto em perseguição no Rio Vermelho

A ação do bandido começou no início da Avenida Cardeal da Silva, próximo ao Largo de Santana, por volta de 12h

Depois de assaltar pedestres, roubar dois carros, render duas pessoas, provocar uma colisão e trocar tiros com policiais, Edilton Duque dos Santos, 32 anos, acabou morto ontem à tarde pela PM. A ação do bandido começou no início da Avenida Cardeal da Silva, próximo ao Largo de Santana, por volta de 12h.

“Uma moto parou na minha frente. Tentei correr, mas ele tirou a arma e disse que queria o celular. Dei a carteira e o celular e ele me deu um soco na cara”, contou uma universitária que preferiu não se identificar.

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Suspeito foi identificado como Edmilson Duque dos Santos, 32 anos

Segundo a vítima, Edilton estava com um comparsa, que, segundo a polícia, permanece foragido e não identificado. Edilton seguiu para a região da praia do Buracão, onde roubou o primeiro carro, um Renault Sandero prata, placa JRK 6828. Depois, ele seguiu para uma unidade da Universidade Salvador (Unifacs), na Rua Vieira Lopes, onde abandonou o carro e roubou outro, um  Chevrolet Corsa Classic branco, placa OUS 6561.

O bandido fez o motorista, um estudante da faculdade, e outra pessoa de reféns. Na contramão da Rua Conselheiro Pedro Luiz, já em fuga de uma viatura da 12ª Companhia Independente de Polícia Militar (Rio Vermelho), Edilton quase atropelou o estudante Emerson Pereira, que estava trabalhando na borracharia do tio. “Ele estava a mais de 100 km/h, desviou e bateu no carro”, contou Emerson.

O veículo com o qual Edilton colidiu é um Fiat Fiesta prata, placa NYS 1591, do publicitário Ivonei Neves. Mesmo depois da batida, Edilton insistiu na fuga, mas perdeu o controle do veículo e subiu no canteiro. “Ele saiu do carro ainda em movimento e já foi atirando nos policiais. Tinha uma viatura atrás dele e depois vieram mais”, disse Emerson.

Além da guarnição da 12ª CIPM, policiais da 7ª Delegacia (Rio Vermelho) participaram do cerco na região da Lucaia, por volta de 14h30, onde aconteceu o tiroteio. Os reféns fugiram ilesos. A pé, Edilton correu para o Centro de Saúde Mental Oswaldo Camargo. Lá, tentou render um guarda municipal, mas não conseguiu e foi baleado pelos policiais no tórax.

A PM não soube dizer se Edilton foi atingido dentro ou fora do centro. A 12ª CIPM levou o bandido para o Hospital Geral do Estado (HGE), mas ele não resistiu aos ferimentos e morreu às 14h40. Com ele, foram encontrados quatro celulares, R$ 100 e um revólver calibre 38.

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