Em entrevista exclusiva ao INFORMA1, Suíca fala sobre política, e saída do PT, leia entrevista

Se preparando para apresentação de seu programa na TV Baiana, o Vereador Luiz Carlos Suíca recebeu a equipe do INFORMA1 nos estúdios da emissora para uma entrevista. Suíca fez uma análise política sobre os acontecimentos de 2016 e contou seus projetos para 2017.

O parlamentar também explicou os rumores sobre sua saída do PT e fez criticas ao partido.

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Leia entrevista:

I1-Como o vereador Suíca espera o ano de 2017? Muitos projetos novos?

Suíca- Espero que a gente consiga fazer em 2017, o que conseguimos fazer em quatro anos. Os dois últimos anos para a política brasileira foram anos perdidos, lógico que nosso mandato não acompanhou esses anos perdidos, produzimos muito. 2017 vai ser um ano de muito luta, de muitos movimentos na rua, vamos precisar das pessoas, que elas tenham mais consciência que toda conquista não foi milagre, mas sim a luta de grupos e movimentos pedindo mudança. Esperamos muito trabalho, as conquistas não vem sem luta. Não tenho muita expectativa do ponto de vista da política, precisamos que o povo se movimente para que possam mudar nas suas próprias vidas.

I1- 2016 foi um ano extremamente conturbado na política, tivemos um impeachment, e depois promessas de um resgate da economia brasileira, o que ainda não aconteceu, como você observa esse cenário?

O impeachment foi um golpe que não se concretizou na sua plenitude. Eu tenho dito que o golpe será concretizado talvez em março, quando a chapa de Dilma e Temer será comprometida, o TSE deve julgar e caçar a chapa. Nesse sentido deve haver uma eleição indireta e o PSDB poderá apresentar uma candidatura. Como nós temos um congresso conservador, uma grande parte desse congresso que está envolvida na Lava-Jato querendo se livrar, deve levar uma candidatura do PSDB ao governo. Espero que esse golpe não se concretize dessa forma, espero que 2018 podemos ter uma eleição direta, e possamos mudar não só a presidência mas o congresso, precisamos de uma reformulação no congresso nacional porque o problema está lá. Temer não terá condição de alavancar a economia, porque é um governo ilegítimo que já teve sua primeira derrota na própria base. Um governo que não teve votos, impopular, um governo que na sua personificação ele não consegue dizer de onde é, ele diz que quer ser o presidente nordestino nascido em São Paulo, até o titulo de Lula enquanto presidente nordestino ele quer tomar. Um governo que não tem a confiança nem do mercado interno e internacional, portanto podemos dizer que o Brasil caminha sem uma liderança política de verdade.

I1- Sobre sua situação dentro do PT; Qual a probalidade de deixar o PT?

Eu já falei que desde 2012, quando nós ganhamos as eleições para vereador, fizemos um mandato diferenciado, com coerência, ouvindo as bases, algumas figuras que queriam que quando chegássemos na Câmara de Vereadores fossemos subalternos, então eles começaram a fazer algumas criticas ao nosso comportamento. Não ferimos o estatuto do partido, não saímos em listas de empreiteiras, não nos envolvemos em nada de corrupção, então passamos longe disso. Espero estar bem longe quando o rodo passar, é assim que diz uma música do Rappa, “Sou Guerreiro, sou trabalhador e todo dia vou com fé em Deus, pra minha luta e batalha”. Diziam que eu não disputaria em 2014 pelo PT, disputei, fui o deputado mesmo não eleito, o mais votado do PT em Salvador. Disputei as eleições de 2016 pelo PT, e fui o mais votado da coligação, e do partido de longe em Salvador, então não tenho nenhum motivo para sair, a não ser que o PT não queira uma renovação política, de lideranças e queira buscar subterfúgios para afastar uma possível liderança de massa, de classes trabalhadoras, do movimento negro, que algumas figuras defendem isso, mas na pratica fazem totalmente diferente. Acho que o congresso do PT deve modificar isso, porque o esquema do Lava-Jato, o problema da crise, parece que não colocou algumas pessoas do Partido dos Trabalhadores no seu devido lugar, eles não calçaram as sandalhas da humildade, estão ainda de salto alto. Tem que baixar a bola, mesmo que a crise esteja atacando todos os partidos, mas atacou mais perversamente o PT. É um momento de unidade, compreensão, abertura e possibilitar que novas lideranças surjam, e possamos reerguer o partido, porque eu acredito que essa ferramenta ainda pode transformar a vida das pessoas.

I1- Alguns dizem que o governador Rui poderá deixar o PT, como você analise a corrida ao Palácio de Ondina em 2018?

Não posso falar pelo governador, ele também tem criticado o partido, ele disse que o PT errou, eu não vou dizer que o partido errou, porque eu sou o partido e não errei. Algumas pessoas que estavam a frente do PT, que eram responsáveis por fazerem alianças, essas erraram e continuam errando, inclusive no governo, se afastando dos movimentos sociais e sindicais. Estou fazendo uma tentativa de retomar isso, que está mais difícil porque os movimentos estão mais desconfiados, então pelo governador eu não falo, espero que ele continue sendo bem avaliado, espero que em 2018 ele tenha sucesso. Vida que segue, vamos ver o que dá.

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