“Bolo”nos jornalistas: Dilma vai embora e não conversa com repórteres na ALBA

A presidente afastada Dilma Rousseff, deixou o local e não conversou com a imprensa que estava cobrindo o evento.

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Dilma deixa palanque em direção ao seu veículo, enquanto jornalistas aguardavam encerramento do discurso

Depois de muita confusão para o acesso de jornalistas ao plenário da Assembleia Legislativa da Bahia, a presidente afastada Dilma Rousseff, deixou o local e não conversou com a imprensa que estava cobrindo o evento.

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Em seu discurso durante a entrega do título de cidadã baiana na Assembleia Legislativa da Bahia, a presidente afastada Dilma Rousseff (PT) agradeceu aos deputados federais baianos que votaram contra o impeachment na Câmara dos Deputados e destacou os votos conquistados em 2014 na Bahia.

“Receber o título de cidadã baiana pra mim é uma honra, me sinto muito orgulhosa. Não só porque como a música diz, ‘a Bahia é onde nasceu o Brasil’, mas é onde também se criou o Brasil. A Bahia tem uma atração sobre os outros brasileiros muito grande”, iniciou Dilma.

“No Brasil a exclusão das pessoas andou junto com a exclusão das regiões. Eu tenho percorrido o Brasil depois dessa questão do impeachment. Mas quero dizer que tenho muito apreço pela Bahia. Vim aqui defender meus 54 milhões de votos. Uma parte deles, muito importante, recebi aqui na Bahia. Então tenho o dever de defender esses votos, defender e honrá-los”, seguiu.

Dilma ainda parabenizou o trabalho de Rui Costa e citou obras importantes inauguradas pelo Governo do Estado nos últimos anos.

“Fiquei muito feliz ao ver a obra do metrô quando fui do aeroporto ao hotel. O Rui Costa está liderando um processo visível a olho nu. Essa obra será muito importante para a mobilidade urbana na cidade, assim como a Via Expressa, que tirou os caminhões do centro da cidade. Sobretudo fiquei impressionada como Salvador e a Bahia mudou, mudou ali onde estive na chamada Rótula do Abacaxi”, falou.

A petista aproveitou para citar diversos programas sociais símbolos do governo do PT e destacou o Bolsa Família: “O Bolsa Família está correndo risco e isso faz parte do preconceito. O Bolsa Família não é para os adultos, é para as crianças deste país. Só tem um jeito de atingir a criança, é atingindo o Bolsa Família. O programa é uma complementação de renda”.

Dilma não poupou críticas a Michel Temer (PMDB), presidente interino.

“Todo esse programa levado a cabo por esse governo golpista não passaria pelas urnas desse país. Um governo interino não pode desmontar um país. A crise que o Brasil atravessa é grave, mas um governo interino, que não terá legitimidade para propor soluções, que sequer debate com movimentos sociais, não tem condições de mapear o caminho para que nós saiamos desta crise. Está em curso um golpe. Eles dizem que não é golpe porque está na constituição. Esquecem que para haver impeachment, tem que ter crime de responsabilidade”, disse.

“Por que eles não conseguem discutir a questão dos quatro decretos? Porque todos esses decretos foram feitos nos governos anteriores e nunca foi crime. Esse golpe é diferente dos golpes militares, é simples entender a diferença, se nós imaginarmos que a democracia é uma árvore. O golpe militar seria um machado, mas o atual golpe é como se fosse parasitas implacáveis, que querem retirar desta árvore a sua seiva”, concluiu.

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