Suíca lamenta falta de segurança no campo e condena assassinatos pelo país

Dessa vez, uma juíza pediu a prisão de seis trabalhadores rurais feridos durante ação da polícia no acampamento Dom Tomás Balduíno, em Quedas do Iguaçu, na última quinta-feira (7).

Casos de assassinatos no campo foram criticados pelo vereador de Salvador, Luiz Carlos Suíca (PT), nesta segunda-feira (11), após mais uma notícia contraditória envolvendo as mortes de dois integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), no estado do Paraná.

Dessa vez, uma juíza pediu a prisão de seis trabalhadores rurais feridos durante ação da polícia no acampamento Dom Tomás Balduíno, em Quedas do Iguaçu, na última quinta-feira (7).

O fato dos assassinatos de Vilmar Bordim e Leonir Orback, pela PM do Paraná, se juntou ao caso do presidente do PT do município de Mogeiro, na Paraíba. “É preciso aumentar a segurança em acampamentos de reforma agrária e acompanhar todos os casos de perto para que não aconteça mais atrocidades e violações de direitos”.

Segundo Suíca, no dia 17 de abril completa 20 anos de impunidade do Massacre de Eldorado dos Carajás [Pará], onde 21 trabalhadores, pais de família, foram assassinados por policiais e deixou centenas com sequelas. “Não podemos aceitar que atos como esse volte a acontecer no Brasil. Na Bahia, temos a mancha de sangue que nunca vai sumir enquanto os assassinos e mandantes da morte de Fábio Santos, em Iguaí, em 2013, sejam devidamente punidos”, declara Suíca.

O vereador petista disse ainda que os dois mortos no Paraná não podem ser esquecidos e considera a emboscada em Quedas do Iguaçu como uma ofensiva das forças conservadores do país. “Estão indo para cima dos movimentos sociais e assassinando suas lideranças, são esses mesmos que estão encabeçando o golpe à democracia”.

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