Neto quer lei que proíba políticos de exercerem cargos em áreas prioritárias

Neto disse ainda “não existe liderança partidária, vereadores, ou dirigentes de partidários aliados que coloquem o prefeito na parede e exijam o que quer que seja” em seu governo. “Nós temos um time que joga conjuntamente.

O prefeito ACM Neto (DEM) defendeu, na manhã desta quarta-feira (6), que seja criada uma lei para proibir quadros políticos e partidários de ocuparem áreas prioritárias, como a saúde e a educação, nos governos. Para ele, são pastas “sagradas” que devem ser conduzidas por técnicos.

“Já que no Brasil se precisa de lei para tudo, isso é um absurdo, mas é a verdade, quem sabe deveríamos ter uma lei para impor aos governantes uma proteção impedindo que quadros políticos e partidários ocupassem áreas dessa importância e envergadura como é a educação e a saúde”, disse o prefeito, em seu discurso, durante a entrega da reforma da Escola Manoel Florêncio, no Largo do Tanque.

Neto disse ainda “não existe liderança partidária, vereadores, ou dirigentes de partidários aliados que coloquem o prefeito na parede e exijam o que quer que seja” em seu governo. “Nós temos um time que joga conjuntamente. Pessoas que estão comprometidas com a melhor prática da política”, elogiou-se.

A proposta do prefeito é, na verdade, uma crítica ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT) que sugeriu a PP, PR e PSD pelo menos mais um posto para cada no Esplanada dos Ministérios, mesmo depois de receber a informação de que nenhuma dessas siglas terá condições de entregar o apoio unânime de suas bancadas contra a aprovação do impeachment.

Impedimento

O prefeito evitou falar sobre a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, que obriga o presidente da Câmara, deputado federal Eduardo Cunha (PMDB), a dar seguimento ao impeachment do vice-presidente Michel Temer (PMDB).

Para Neto, as instituições perderam a capacidade de dialogar. “Não cabe opinar. É um assunto do Congresso Nacional, em especial da Câmara. Só acho que nós estamos em uma fase do Brasil seríssima. As instituições perderam a capacidade de dialogar entre si. A crise está tão grave e profunda que a gente vê não só conflitos políticos. Vemos também conflitos institucionais. E isso preocupa muito. […] É fundamental que as instituições trabalhem com independência e harmonia”, avaliou.

Ainda na entrevista, Neto disse que não vê um racha no PMDB, mesmo tendo membros que defendem a permanência no governo da presidente Dilma, apesar da legenda decidir sair da base. “[Há uma] voz majoritária que compreende o sentimento das ruas e [o partido] retirou o suporte politico. Não vi um racha. Agora, se terá número suficiente para aprovação do impeachment é uma outra história”, analisou.

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