Dilma participa de cerimônia de novo navio da Marinha na Bahia

Batizada de Bahia, em homenagem ao estado onde o Brasil foi descoberto, a embarcação Doca Multipropósito foi transferida ao Brasil após acordo com a França.

A presidente Dilma Roussef participou da cerimônia de apresentação de um novo navio da Marinha em Salvador, na manhã desta quarta-feira (6). Ancorado no Porto de Salvador, no bairro do Comércio, o navio francês Doca Multipropósito foi incorporado oficialmente à Marinha em evento que também contou com a presença do ministro da Defesa, Aldo Rebelo, e do ministro chefe do gabinete da Presidência, Jaques Wagner.

Dilma participa de cerimônia com a Marinha na Bahia nesta quarta-feira (6) (Foto: Henrique Mendes)
Dilma participa de cerimônia com a Marinha na Bahia nesta quarta-feira (6) (Foto: Henrique Mendes)

Batizada de Bahia, em homenagem ao estado onde o Brasil foi descoberto, a embarcação Doca Multipropósito foi transferida ao Brasil após acordo com a França. Conforme a Marinha, o navio irá auxiliar as Forças Armadas a proteger o litoral do país e a realizar missões de paz e resgate em casos de situações mais graves.

“O Brasil de hoje é um pais com fronteiras nacionais consolidadas e que convive em harmonia, cooperação e paz com nossos vizinhos. Não podemos, no entanto, descuidar da defesa de nossa soberania, motivo pelo qual é necessario investir sempre e mais na capacitação das nossas Forças Armadas. Por isso, mesmo em uma fase de ajustes, como a que estamos atravessando, temos nos esforçado para dar sequência aos projetos estratégicos das Forças Armadas”, falou Dilma durante a cerimônia.

“Na proposta de lei orçamentária de 2016, que enviamos ao congresso nacional em março, incluimos o abatimento na meta de superavit de R$3,5 bilhões destinados ao Ministério da Defesa para garantir a continuidade desses projetos. O cenário fiscal que enfrentamos é difícil. Estamos trabalhando diuturnamente para superá-lo, mas devemos superá-lo sem sacrificar projetos que são fundamentais para a retomada do desenvolvimento e para o futuro do Brasil”, disse.

A presidente também falou sobre a versatilidade do Navio Doca Multipropósito Bahia, que, segundo ela, é compatível com as múltiplas funções exercidas pela Marinha do Brasil. “A lista é longa e inclui a proteção das nossas águas jurisdicionais, a Amazônia azul e as malhas hidroviárias”, disse.

A Marinha detalha que a embarcação, que tem 168 metros de cumprimento e capacidade para transportar até 1.300 pessoas, será utilizada para transportar tropas, veículos, helicópteros e munições. Dentro do navio, há também um hospital com capacidade de realizar 100 atendimentos diários.

Após incorporação oficial à Marinha do Brasil, nesta quarta-feira,  o Doca Multipropósito será aberto à visitação do publico das 14h às 18h. Na quinta-feira (7), segue para sede da Esquadra, no Rio de Janeiro.

Protesto
Do lado externo do Porto de Salvador, centenas de manifestantes mostravam apoio à presidente contra o processo de impeachment. Pessoas vestidas com as cores da bandeira do Brasil, além de militantes do PT, PCdoB e integrantes de centrais sindicais e movimentos sociais exibiam cartazes e faziam coro contra o que classificam de ‘tentativa de golpe’.

Em seu discurso, Dilma agradeceu a presença dos manifestantes. “Queria agradecer a todos os manifestantes que se colocam aqui debaixo de chuva defendendo a nossa democracia e defendendo a institucionalidade do nosso país”, disse.

Pedido de impeachment
O deputado Jovair Arantes (PTB-GO), relator do pedido de afastamento da presidente Dilma Rousseff , apresentará na tarde desta quarta à comissão especial do impeachment relatório sobre a abertura ou não do processo na Câmara. Com a entrega da defesa da presidente na segunda-feira (4), a comissão tem prazo de cinco sessões no plenário para votar o parecer, o que significa que a votação ocorrerá na segunda-feira (11) .

Apesar de anunciar a data da divulgação do relatório, Jovair Arantes não havia informado, até a noite desta terça-feira (5), se o documento seria favorável ou não à abertura do processo. A expectativa nos bastidores, porém, é que ele defenda a continuidade do processo. Segundo o parlamentar, o texto tem entre 80 e 90 páginas.

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